JAC Motors nega saída do Brasil e foca em vendas on-line
A JAC Motors negou qualquer intenção de deixar o mercado brasileiro e iniciou uma grande reestruturação das suas operações no país. A montadora chinesa fechou parte das suas concessionárias físicas para apostar na comercialização de veículos no ambiente digital e concentrou sua única loja própria no bairro do Limão, em São Paulo. Conforme o Canaltech, a fabricante reforça que nada disso sinaliza uma saída do mercado brasileiro.
Agora, a marca passa a atender o mercado nacional por canais remotos, combinados a uma rede de oficinas parceiras. A mudança, segundo a publicação, veio para encerrar o antigo modelo de grandes showrooms e reorganizar o portfólio da empresa no país.
O que muda na operação da JAC Motors no Brasil?
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Diagnóstico de maturidade digital e principais oportunidades
Falar com a GTMA nova estrutura mostra que a fabricante centralizou em um único lugar o atendimento ao cliente, a engenharia e a diretoria na capital paulista, de onde a equipe comercial negocia veículos por telefone e internet. A manutenção dos carros em todo o território nacional vai ficar por conta da rede de 150 oficinas credenciadas, segundo o Canaltech.
O modelo enquadra-se na chamada Lei Ferrari, texto da legislação brasileira que permite a prestação de serviços técnicos sem a necessidade de os estabelecimentos funcionarem como distribuidores de carros novos. Na prática, a montadora reduz a estrutura física de vendas sem abrir mão do suporte aos clientes já existentes.
Quais veículos continuam na linha da JAC?
Com a reformulação, a JAC Motors interrompeu as vendas do SUV E-JS4 e do sedan E-J7. O subcompacto urbano E-JS1 passa a ser comercializado prioritariamente sob encomenda para concorrer no segmento de entrada de elétricos, enquanto a picape Hunter completa o catálogo da marca no país.
A fabricante também foi impactada pela nova alíquota do Imposto de Importação para veículos elétricos e pela forte concorrência, o que levou ao enxugamento da linha de carros de passeio. Ainda assim, Nicolas Habib, CEO da operação da JAC no Brasil, afirma que a empresa mantém planos para o mercado brasileiro e já pensa nos próximos produtos que deve trazer.
Do ponto de vista executivo, a reestruturação funciona como um caso de redução de custo fixo e migração para vendas digitais. A JAC segue presente no mercado brasileiro com portfólio enxuto, rede de oficinas capilarizada e canais remotos de comercialização, enquanto avalia os próximos lançamentos. No limite, o movimento mostra como a venda consultiva pode migrar para o ambiente digital sem perda de suporte técnico, desde que a estrutura de serviços continue capilarizada.





