Ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar código a partir de instruções em linguagem natural tornaram mais viável criar aplicações internas adaptadas ao fluxo de cada empresa, e a discussão sobre substituir softwares de assinatura por soluções próprias voltou ao debate de tecnologia, segundo a Exame, em reportagem publicada em 15 de outubro de 2026. A mesma reportagem registra o limite dessa conta: o custo não termina no desenvolvimento, porque infraestrutura, segurança, manutenção, atualizações, suporte e o tempo dos profissionais envolvidos continuam pesando. Conforme a Exame, a decisão depende de complexidade, orçamento, riscos e capacidade de manutenção.
Para CEOs, CTOs e líderes de produto, o tema deixa de ser preferência técnica e passa a ser decisão de portfólio: cada assinatura mantida ou substituída altera custo fixo, risco operacional e a fila de trabalho da equipe de tecnologia.
Por que a IA reacendeu a discussão entre construir e comprar
Segundo a Exame, é comum que empresas paguem assinatura mensal por um software com dezenas de funções quando a equipe usa apenas três. Quando várias áreas acumulam serviços desse tipo, os custos crescem e os processos nem sempre se encaixam nas necessidades do negócio, aponta a reportagem.
As ferramentas de programação assistida por IA ajudam a criar trechos de código, montar interfaces, identificar erros e acelerar testes, de acordo com a Exame. Com isso, profissionais experientes desenvolvem protótipos em menos tempo, enquanto equipes de negócio participam da definição das funcionalidades sem precisar escrever cada linha de código.
A reportagem cita o caso de uma empresa que usa um sistema genérico para organizar solicitações internas: ela pode criar uma aplicação adaptada ao próprio fluxo de trabalho, que reúne informações, automatiza etapas e oferece apenas os recursos necessários à operação.
O principal atrativo, conforme a Exame, está na possibilidade de reduzir assinaturas e adaptar ferramentas às necessidades reais da equipe. Análise editorial: o ganho, nesse cenário, não vem do código em si, mas da chance de desenhar o processo antes de escolher o software.
O que entra na conta além do código
A Exame é explícita ao afirmar que a conta não termina no desenvolvimento. A lista de itens a considerar inclui infraestrutura, segurança, manutenção, atualizações, suporte e o tempo dos profissionais envolvidos.
Há também o risco de degradação. Segundo a reportagem, uma aplicação criada rapidamente pode se tornar cara se depender de correções frequentes ou se deixar de funcionar após mudanças em outros sistemas.
Do outro lado, a Exame aponta que softwares comerciais ainda oferecem vantagens importantes, como suporte especializado, atualizações regulares e recursos testados em diferentes ambientes. Para funções essenciais ao negócio, esses benefícios podem justificar o custo da assinatura, segundo a reportagem.
Análise editorial: traduzido para orçamento, o critério prático é comparar a assinatura anual com o custo de propriedade da aplicação própria. Isso significa responder quem responde por ela em plantão, quem atualiza dependências, quem corrige falhas e como o sistema se integra ao restante do ambiente tecnológico da empresa.
Como decidir entre construir e comprar
A decisão, conforme a Exame, depende de fatores como complexidade, orçamento, riscos e capacidade de manutenção. A reportagem não oferece uma fórmula fechada, mas esses quatro eixos organizam a avaliação. A sequência abaixo é recomendação editorial, não um resultado observado pelas fontes.
- Mapear o uso real das assinaturas ativas, identificando quais funções a equipe efetivamente utiliza e quais áreas acumulam serviços semelhantes.
- Classificar cada ferramenta pela criticidade: funções essenciais ao negócio são as que a Exame associa à vantagem de suporte especializado e de recursos testados em diferentes ambientes.
- Estimar o custo total de propriedade da alternativa própria, somando infraestrutura, segurança, manutenção, atualizações, suporte e horas da equipe, e não apenas o esforço de desenvolvimento.
- Testar com escopo pequeno antes de substituir um sistema inteiro, aproveitando a velocidade de prototipagem que a reportagem atribui às ferramentas de programação assistida por IA.
- Definir antecipadamente quem mantém a aplicação e como ela será ajustada quando outros sistemas mudarem, risco de falha citado pela Exame.
O mercado já sinaliza interesse por aplicações adaptadas a cada negócio. Em maio de 2026, a Anthropic anunciou uma iniciativa com investidores e parceiros para criar uma empresa de serviços de IA voltada a organizações de médio porte, segundo a Exame. O projeto prevê desenvolver soluções personalizadas para operações empresariais.
Para quem precisa levar a decisão ao comitê, o ponto de partida é o inventário de assinaturas e a classificação do que é essencial. Se a pauta interna for construir, comprar ou reaproveitar o que já existe, uma conversa sobre a necessidade de tecnologia ou marketing digital ajuda a colocar os critérios na mesa: fale com a GTM Capital.
Perguntas frequentes
Vale a pena trocar um software de assinatura por uma solução própria feita com IA?
Não existe resposta única: conforme a Exame, a decisão depende de complexidade, orçamento, riscos e capacidade de manutenção. A reportagem mostra que a alternativa própria pode reduzir assinaturas, mas exige considerar infraestrutura, segurança, manutenção, atualizações e suporte.
Quais custos aparecem depois que a aplicação interna fica pronta?
A Exame aponta que a conta não termina no desenvolvimento e inclui infraestrutura, segurança, manutenção, atualizações, suporte e o tempo dos profissionais envolvidos. A reportagem também alerta que uma aplicação criada rapidamente pode ficar cara se depender de correções frequentes ou deixar de funcionar após mudanças em outros sistemas.
Por que a Anthropic aparece nessa discussão sobre software sob medida?
Em maio de 2026, a Anthropic anunciou uma iniciativa com investidores e parceiros para criar uma empresa de serviços de IA voltada a organizações de médio porte, segundo a Exame. O projeto prevê desenvolver soluções personalizadas para operações empresariais, o que indica interesse crescente por aplicações adaptadas a cada negócio.






