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Seguro-desemprego EUA e falas do BCE movem mercados hoje

Piso de negociação de bolsa de valores com monitores exibindo cotações e movimento de investidores

Seguro-desemprego EUA e falas do BCE movem mercados hoje

Seguro-desemprego EUA e falas do BCE movem mercados nesta quinta

O mercado brasileiro entra em compasso de espera nesta quinta-feira, 4, devido ao feriado de Corpus Christi. Segundo a B3, não haverá operações nos mercados de ações, fundos imobiliários, ETFs, BDRs, derivativos e renda fixa privada, nem atividades de registro, compensação, liquidação e movimentação de garantias. Com a bolsa fechada, investidores locais acompanham a divulgação dos pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos referentes à semana encerrada em 29 de maio, na semana anterior, o indicador mostrou 215 mil solicitações, conforme reportou a EXAME. A agenda internacional também traz discurso de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), e dados preliminares de inflação na Suécia e na Suíça referentes a maio.

O que move os mercados americanos enquanto a B3 está fechada

O principal destaque da agenda americana será a divulgação dos pedidos iniciais de seguro-desemprego, prevista para esta manhã. No mesmo horário, serão divulgados os dados finais de produtividade da mão de obra e de custo unitário do trabalho do primeiro trimestre. Segundo a EXAME, os números são observados de perto pelo mercado porque ajudam a medir o grau de aquecimento da economia e as pressões inflacionárias vindas do mercado de trabalho, fatores relevantes para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Ao longo da tarde, investidores também acompanharão um discurso de Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, em busca de sinais sobre a avaliação da autoridade monetária em relação à inflação e aos próximos passos dos juros americanos. O mercado americano vive momento de aversão ao risco: o Dow Jones caiu 1,21%, o S&P 500 recuou 0,74% e o Nasdaq perdeu 0,89% na sessão anterior, em meio às preocupações com o conflito no Oriente Médio e à repercussão do Livro Bege, conforme reportado pela EXAME.

Europa: inflação preliminar e discurso de Lagarde no radar

Na Europa, a agenda começa cedo com dados preliminares de inflação na Suécia e na Suíça referentes a maio. Mais tarde, a Eurostat divulga as vendas no varejo da zona do euro de abril, indicador importante para medir o ritmo de consumo da região, segundo a EXAME. Os investidores também acompanham uma participação pública da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em um evento que pode trazer novas sinalizações sobre o cenário econômico europeu.

A agenda internacional ganha ainda mais relevância após a forte correção observada nos mercados na véspera. O Ibovespa encerrou a sessão anterior com queda de 2,22%, aos 170.330 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco global, conforme reportou a EXAME. O mercado reagiu à escalada das tensões no Oriente Médio, ao avanço dos preços do petróleo, às novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos contra parceiros comerciais, incluindo o Brasil, e à revisão das expectativas para os juros. O dólar à vista avançou 1,15%, encerrando o dia a R$ 5,067, enquanto os juros futuros renovaram máximas intradiárias de 2026.

Agenda doméstica: leilão do Tesouro e retorno das operações na sexta

Embora a B3 permaneça fechada durante todo o dia, a agenda doméstica não está totalmente vazia. O Tesouro Nacional realiza leilão de NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F) e LTN (Letra do Tesouro Nacional), uma referência importante para o mercado de renda fixa. Além disso, será divulgada uma pesquisa do Instituto Paraná sobre a disputa eleitoral pelo governo do Rio de Janeiro. Segundo a B3, as atividades retornam normalmente na sexta-feira.

O contexto de volatilidade global e a ausência de negociações no mercado brasileiro fazem com que os investidores locais mantenham atenção redobrada aos desdobramentos internacionais, especialmente em relação aos juros americanos. A divulgação do Livro Bege do Federal Reserve na véspera, documento que reúne avaliações qualitativas sobre a atividade econômica nas diferentes regiões dos Estados Unidos, e os discursos de dirigentes do Fed e do BCE são utilizados pelo mercado em busca de pistas sobre a trajetória dos juros nas principais economias. A combinação de indicadores de mercado de trabalho, inflação e atividade econômica será determinante para calibrar as expectativas de política monetária nas próximas semanas.