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Pixel Tag do Google chega por US$ 29 com bateria de 1 ano

Rastreador inteligente ao lado de smartphone com tela de localização, fundo neutro e iluminação suave.

Pixel Tag do Google chega por US$ 29 com bateria de 1 ano

Google Pixel Tag: rastreador com bateria de 1 ano e preço de AirTag

O Google entrou no mercado de rastreadores com a Pixel Tag, um acessório que ajuda usuários a localizar objetos como chaves, carteiras e malas por meio da rede colaborativa Find Hub, do Android. O dispositivo chega às lojas em 11 de novembro ao preço de US$ 29 (R$ 150), equivalente ao da AirTag da Apple, com bateria que pode durar até um ano, segundo informações do Google repercutidas pela Canaltech.

Diferentemente de um rastreador GPS, que depende de satélites e normalmente exige assinatura mensal, os rastreadores Bluetooth localizam objetos pela proximidade com outros dispositivos conectados. Essa arquitetura permite hardware mais simples, custo menor e consumo de energia reduzido, o que ajuda a explicar a promessa de bateria de um ano do Pixel Tag.

O que o Pixel Tag oferece para rastrear objetos?

O Pixel Tag tem construção em aço inoxidável e certificação IP67 contra água e poeira. O padrão IP67 garante proteção total contra entrada de poeira e resistência à imersão em água doce até 1 metro por 30 minutos, o que amplia a durabilidade em uso cotidiano, como chaves e malas.

Segundo o Google, a bateria pode durar até um ano e pode ser substituída pelo próprio usuário quando necessário, sem passar por assistência técnica. O acessório ainda traz um alto-falante que emite sons para facilitar a localização, além de um botão que faz o celular tocar: é uma via de mão dupla que ajuda tanto a achar o objeto perdido quanto a localizar o smartphone quando ele estiver por perto.

No aplicativo Find Hub, o usuário visualiza a localização do Pixel Tag em um mapa. Quando está dentro do alcance do Bluetooth, é possível fazer o acessório emitir um som para encontrá-lo em casa ou no escritório. Em aparelhos compatíveis, o dispositivo usa Ultra Wideband e Bluetooth Channel Sounding, tecnologias que oferecem localização mais precisa, com indicações visuais de distância e direção, o que reduz o tempo de busca em ambientes cheios de objetos.

Como o Find Hub usa mais de 1 bilhão de dispositivos Android?

O diferencial do Pixel Tag está na escala da rede Find Hub. Quando o item está fora do alcance do celular do dono, a rede pode usar mais de 1 bilhão de dispositivos Android para ajudar a identificar a localização do acessório. Na prática, aparelhos compatíveis que passam perto do objeto perdido colaboram para reportar a posição dele, o que aumenta a chance de recuperação em locais públicos.

É um modelo de rastreamento colaborativo em que a infraestrutura de localização é formada pelos próprios smartphones. Para funcionar, a rede depende de dispositivos que permanecem conectados e com Bluetooth ativo, uma característica comum no ecossistema Android. De acordo com o Google, os dados de localização são protegidos por criptografia, um ponto central em serviços que dependem de posição geográfica.

A combinação do Bluetooth tradicional com Ultra Wideband e Bluetooth Channel Sounding também amplia a precisão dos resultados em diferentes cenários, como ruas movimentadas e ambientes internos. Enquanto o Bluetooth indica presença, o Ultra Wideband calcula distância com mais refinamento e o Channel Sounding adiciona medição de distância ao padrão Bluetooth, dando ao usuário indicações visuais mais confiáveis.

Quanto custa, como configurar e chega ao Brasil?

O Google Pixel Tag é vendido em duas configurações: a unidade por US$ 29 (R$ 150) e o pacote com quatro unidades por US$ 99 (R$ 512), conforme a Canaltech. O preço da versão única é equivalente ao da AirTag da Apple.

A configuração usa o Fast Pair, protocolo nativo do Android para pareamento rápido de acessórios Bluetooth. Em vez de abrir o menu de configurações do celular e procurar o nome do dispositivo, o usuário aproxima o acessório do aparelho e o sistema propõe a conexão. O processo tem duas etapas:

  1. Retirar a proteção da bateria do Pixel Tag.
  2. Aproximar o acessório de um celular Android com Android 9 ou versão mais recente.

O Google Pixel Tag chega às lojas em 11 de novembro, segundo a Canaltech, e ainda não há informações sobre a chegada ao Brasil.

Com esse lançamento, o Google passa a ter um rastreador com características equivalentes às da AirTag da Apple: preço parecido, bateria substituível e uma rede colaborativa global. Para quem vive dentro do ecossistema Android, o Pixel Tag surge como uma opção nativa de rastreamento de objetos, com localização precisa e dados protegidos por criptografia. O ponto em aberto, no mercado brasileiro, é a confirmação da disponibilidade do aparelho.